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Dicas de Direito Previdenciário

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VR - Advocacia & Consultoria Jurídica

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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Assembléia Geral Ordinária da GLEB.


À GL.·.DO GR.·.ARQ.·.DO UNIV.·.
Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia
Membro da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil
e da Confederação Maçônica Interamericana. 
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Assembléia Geral Ordinária da GLEB.
23.03.2013.

EQUINÓCIO DE OUTONO.


Mais uma vez a Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia se reúne em Assembléia Geral Ordinária para celebrar o equinócio de outono em nosso hemisfério que corresponde ao equinócio da primavera no hemisfério norte.
A palavra equinócio vem do latim, aequus (igual) e nox (noite), e significa “noites iguais”, ocasiões em que o dia e a noite duram o mesmo tempo, ou seja, durante os equinócios o dia e a noite tem igualmente 12 horas de duração. 
Equinócio é um fenômeno astrológico definido como o instante em que o Sol em sua órbita aparente (como vista da terra), cruza o plano do equador celeste (a linha do equador terrestre projetada na esfera celeste) em sua marcha do sul para o norte e do norte para o sul. Mais precisamente é o ponto em que a eclíptica cruza o equador celeste. Caracteriza-se pela distribuição igual da luz solar nos dois hemisférios, pois é quando os raios solares incidem perpendicularmente sobre eles e diretamente sobre o equador. Isto ocorre duas vezes por ano. Numa dessas vezes, a órbita aparente do sol corta a linha do equador do sul para o norte no dia 20 de março, o que aconteceu às 08hs02min (horário de Brasilia) de quarta-feira passada. Os equinócios ocorrem nos meses de março e setembro quando definem mudanças de estação. Em março, o equinócio marca o inicio da primavera no hemisfério norte como na Europa, Estados Unidos e do outono no hemisfério sul como no Brasil, Argentina, Austrália, Nova Zelândia.
Mas por que celebramos os equinócios e os solstícios e quais suas relações com a maçonaria?
O homem primitivo distinguia a diferença entre duas épocas: uma de frio e outra de calor que eram atribuídas a ação do sol. Graças a isso surgiram os cultos solares, sendo o Sol proclamado fonte da vida, com influencia marcante sobre todas as religiões e crenças da época, pois o Sol na sua trajetória aparente determina a mudança das estações climáticas, nos equinócios e nos solstícios, quando a natureza passa por formidáveis transformações. Por este fato as religiões de então consideravam os dias de equinócios e solstícios como dias mágicos em virtude das transformações da natureza nestes dias. 
E assim os antigos povos realizavam rituais a cada mudança de ciclo da natureza sempre com um grande significado esotérico e místico, pois acreditavam em bênçãos divinas que decorriam principalmente do Equinócio de Outono, quando depositavam as maiores esperanças na concretização dos mais puros desejos para o homem, as bênçãos do equilíbrio, da equidade e da justiça. 

Nossos precursores, os membros das organizações de ofício, também realizavam essas celebrações, as quais chegaram à maçonaria operativa, e desde a instituição da maçonaria especulativa, os maçons continuaram a celebrar as festas equinociais e as solsticiais, reconhecendo o simbolismo e misticismo delas. 
Diversas são as relações do equinócio de outono. Segundo a astrologia o ano realmente começa quando o sol, na sua trajetória anual, encontra-se no grau zero de Áries. É o equinócio de outono no Hemisfério Sul (Brasil), e de primavera no Hemisfério Norte, 21 de março.
Segundo o cristianismo todo o calendário cristão baseia-se no equinócio. A Páscoa, por exemplo, ocorrerá no 1º domingo de lua cheia após o equinócio de outono (Brasil), nunca devendo ser antes do dia 22 de março e nunca após o dia 25 de abril.
A tradição diz que o Ano Maçônico no hemisfério sul inicia-se no equinócio de outono que hoje celebramos, mais precisamente no dia 21 de março, quando o Sol ingressando no primeiro signo do Zodíaco, Áries, inicia um novo ciclo e que a Abóboda Estelada do teto da Loja, representa o céu durante o equinócio da primavera no hemisfério norte no dia 21 de março. 
Todos nós já ouvimos falar de Verdadeira Luz-VL- época em que começa a contar a era maçônica. Mas como definir a data da VL? Para tanto a maçonaria adotou o calendário do Rito Adonhiramita que se inicia no dia 21 de março, equinócio da primavera no hemisfério norte, juntando 4.000 anos aos da EV. Na elaboração das pranchas é costume constar a data da EV e ainda, se, se, desejar, a data da VL, que se obtem acrescentando 4.000 ao ano do calendário Gregoriano que desejamos. Por exemplo, hoje são 23 de março de 2013 da EV e 6013 da VL.
Muito ainda poder-se-ia dizer sobre este fenômeno astrológico que para nós maçons contem relevantes ensinamentos esotéricos. Aos irmãos que desejarem conhecer mais sobre as festas da maçonaria, existe vasta literatura escrita por respeitáveis maçonólogos. Esperamos, no entanto, que com estas poucas informações possamos perceber as inter-relações e influencia dos corpos celestes sobre a vida em geral e o comportamento dos homens em particular e, saibamos entender por que a GLEB, ou seja, a maçonaria celebra e comemora, anualmente, os equinócios e os solstícios.
E, por fim, que consigamos, todos nós, inspirados no significado e simbolismo do equinócio de outono, demonstrar por palavras e pelo exemplo, que a Maçonaria e os Maçons no mundo de hoje, estejam onde estiverem, sejam quais forem as condições ou situações, continuem sendo, como sempre foram, instrumentos de paz, de equilíbrio, de tolerância, de libertação e principalmente de transformação social.

 Textos produzidos ou modificados da bibliografia abaixo.
. A festa dos tempos sagrados, Vicente Sarubbi, Loja Acácia do Sul, Campo Grande-MS; 
. Astrologia na Maçonaria, Juarez de Fausto Prestupa, 2005;
. Dicionário de Maçonaria, Joaquim Gervásio de Figueiredo;
. Maçonaria e Astrologia, José Castellani, 3ª Ed. 2008; 
. Maçonaria: equinócios e solstícios sob a visão da filosofia maçônica, Hélio P. Leite,
site WWW.formadoresdeopinião.com.br
. O zodíaco e os solstícios, Antonio Rocha Fadista, A Trolha, setembro 2004; 
. Os solstícios e a tradição do Natal na Maçonaria, Irmão Malkhut, xerocado; 
. Os heróis solares, in A Verdade, Julho e Agosto de 1990;
. Wikipédia, a enciclopédia livre, (internet);

 Ubaldo Santos
Gr.·. Orador-GLEB

segunda-feira, 1 de abril de 2013

CULTURA MAÇÔNICA


A Academia Maçônica de Letras Maçônica empossa sua nova diretoria

A Academia Maçônica de Letras, Ciência e Artes da Região Grapiúna - AMALCARG, em Assembléia Ordinária realizada no dia 26 de março deste ano, em sua sede, localizada na Rua Moura Teixeira, 10 – Centro – Itabuna, elegeu e empossou sua nova Diretoria Executiva e Conselho Fiscal, todos Grau 33, para o mandato de um ano.
Compõe agora a nova diretoria: Diretoria Executiva: Presidente - José Carlos Oliveira; 1º Vice Presidente - Ivann Krebs Montenegro; 2º Vice-Presidente - José Augusto Carvalho; 1º Secretário - Washington Farias Cerqueira; 2º Secretário - José Alberice de Oliveira Andrade; 1º Tesoureiro - Antonio da Silva Costa; 2º Tesoureiro - Luciano Lopes Pereira; Diretor Cultural - Ary Quadros Teixeira; Diretor de Patrimônio - Jorge Ribeiro Carrilho; Diretor Jurídico - Osvaldo Barbosa Chaves. Conselho Fiscal - Titulares: Raimundo Cássio Gonçalves Lima; Francisco Carlos Barros Boa Morte e Renato Burity de Oliveira. Suplentes: Syneu da Silva Mendes e Carlos Eduardo Lima Passos Da silva. (Fotos) 

Da esquerda para a direita: Ivann, José Carlos, José Augusto e Francisco Boa Morte

Da esquerda para a direita: Renato Burity, Ivann, José Augusto e Francisco Boa Morte

segunda-feira, 25 de março de 2013

ORIENTE DE ILHÉUS

Visitas às Lojas Irmãs

Tão logo se deu minha iniciação fui convidado por alguns Iir.·., de outras Lojas, a estrear uma rotina de visitas, uma após outra, semanas seguidas, o que me fez conhecer outros Templos, cativantes, me permitindo “experimentar a Maçon.·.” de uma forma séria e útil, percebendo eu, então, daqui em diante, irremediavelmente, que ela (Maç.·.) em minha vida se decomporia em um caso de “amor a primeira vista”, amor sem limites.
Visitei as Lojas Areópago Itabunense e Acácia Grapiuna (Itabuna), as Lojas Regeneração SulBaiana e Elias Ocké (Ilhéus) e, recentemente, a Loj.·. Obreiros da Regeneração (Uruçuca).     
Estas visitas consolidaram em mim a pretensão de ser tal e qual, apenas, um “bom Maç.·.”, reforçando minhas estruturas, preparando-me para a aceitação do “talhar-me espiritualmente, do meu forjar social” e, daí, para o advir da verdadeira mutação do que sou hoje para o que anseio ser amanhã”.       
Frequentando outras Lojas compreendi o quanto conservarmos-nos “IGUAIS”; somos semelhantes nas diferenças ritualísticas, parecidos nas contestações e condutas humanas, idênticos no nobre uso da TOLERÂNCIA, especialistas em FRATERNIDADE, promovemos a IGUALDADE, temos importância universal, incitamos o propósito dos “bons costumes”, respeitamos a família e as leis, ainda mais, nos mantemos todos “UM” diante da grande “sociedade maçôn.·.”, e, para muito além, juntos nos aglomeramos em nome do G.·. A.·.D.·.U.·.
Fui a estas várias Lojas Maçon.·. para ver e aprender o que lá faziam, fui curioso e voltei exaltado, fui cidadão “Brasileiro” e retornei cidadão do mundo, “UNIVERSALIZADO”, voltei de fato e de direito um APR.·. M.·. com tudo o mais que isso possa representar; fui por todos os IIr.·. avalizado, protegido, respeitado. Voltarei sempre!... HUZÉ!,... HUZÉ!,... HUZÉ! / GLÓRIA!,... GLÓRIA!,... GLÓRIA!
Um Maç.·., mesmo que sozinho, representa sua Loj.·. onde quer que ele permaneça ou vá; assim sendo, isto entendido, todos, obrigatoriamente, deveríamos ir visitar outras lojas. Isso provoca o nosso crescimento pessoal enquanto, de outro lado, estimulamos o desenvolvimento da unidade e do corpo da Maçon.´. .  
Um Templo Maçôn.·. reflete no seu interior a miragem de seus membros, pode ser ele (o Templo) grandioso ou pequenino, alto ou baixo, novo ou velho; mesmo assim, ainda assim, esplendoroso ou humilde, o Templo sempre será reconhecido, visto e entendido, pela ética praticada, vivida, por e entre os seus membros.   A Loj.·. com suas oficinas é o ponto, é lá, no Templo de dentro, que se encontram e se misturam as virtudes dos homens que se enxergam eternos “Aprendizes Maçons”.  
Assim Seja!,... para todo o sempre!    
Eu, por mim, tão somente, desejo; U.·. L.·. E.·. V.·.         

Por Leonardo Garcia Diniz

Apr.·. Maç.·. Loj.·. Vigilância e Resistência n° 70 – Ilhéus – Bahia.   terrasdosemfim@uol.com.br

quinta-feira, 21 de março de 2013

GRANDE ORIENTE ESTADUAL DA BAHIA

Palestra do IR.·. Guilherme Aguiar de Oliveira no GOEB

IR.·.  Guilherme Aguiar de Oliveira


O Capítulo Ruy Barbosa, do Grande Oriente Estadual da Bahia – GOEB, teve na noite do dia 13 de março de 2013 a brilhante e didática explanação do Ir.·. GUILHERME AGUIAR DE OLIVEIRA, atual Venerável Mestre da Loja Cavaleiros da Fraternidade - 1353 e atual Presidente do Colégio dos Grandes Inspetores da Bahia, que apresentou um trabalho altamente didático, pormenorizado e objetivo sobre o Grau 15 – CAVALEIRO DO OCIDENTE. O palestrante trata-se de um Irmão de reconhecido valor que sempre está abrilhantando a todos nós com a excelência do seu saber e erudição, tantos nos Graus Simbólicos como nos Graus Filosóficos onde transita livremente com a sua elegante postura, amplo conhecimento e domínio da matéria maçônica que só faz engrandecer e elevar o nome da nossa Ordem. Parabéns Ir.·. Guilherme Aguiar de Oliveira, por mais uma lição de cultura e de saber, e, sobretudo de Fidelidadee Lealdade à Maçonaria!

sexta-feira, 8 de março de 2013

GRANDE ORIENTE DA BAHIA – GOBA

GOBA promove curso de 
capacitação de mestres maçons



Meus Irmãos: O Grande Oriente da Bahia - GOBA promoverá, nos dias 09 e 10 de março de 2013, na cidade do Salvador, um Curso de Capacitação de Mestres Maçons, direcionado aos Mestres das suas Lojas jurisdicionadas em todo o Estado.
Com a realização de mais este evento, o GOBA pretende oferecer aos seus Mestres Maçons melhores condições de exercerem a Mestria, quer no exercício da administração das Lojas, quer na instrução de Aprendizes, Companheiros e novos Mestres.
Para ministrar o curso, foi convidado o Irmão MEDSON JANER DA SILVA, que virá do Oriente de Cuiabá - MT especialmente para o evento.
O Irmão Medson (Instrutor), que é Diretor da ENAEM - Escola Nacional de Altos Estudos Maçônicos da COMAB - Confederação Maçônica do Brasil, possui uma vasta experiência como Professor, Palestrante e Mediador em encontros dessa natureza. Dentre as suas diversas especializações destaca-se a Coordenação do Curso de Pós-Graduação ("lato sensu") de Filosofia e Fundamentação Maçônica, realizado pela Universidade UNIRONDON em parceria com o GOEMT - Grande Oriente do Mato Grosso, em 2007.
O local do curso será a sede do GOBA, situado na Rua Visconde de Itaborahy, 514, no bairro de Amaralina, em Salvador, próximo ao quartel do exército. A rede hoteleira da vizinhança foi contatada para a obtenção de descontos aos Irmãos que vierem de outros Orientes.
O horário será das 08h à 18h do dia 09 (sábado) e das 08h às 13h do dia 10/03 (domingo).
Por decisão do Grão Mestrado do GOBA, serão disponibilizadas 10 vagas para Mestres do Grande Oriente do Brasil (GOB/GOEB) e mais 10 para os Irmãos da Grande Loja Maçônica do Estado da Bahia (GLEB), como forma de demonstração da efetiva convivência fraternal existente entre as três Obediências Maçônicas Baianas. Para efeito de preenchimento dessas vagas, serão consideradas as 10 primeiras inscrições.
Não haverá nenhuma taxa de inscrição, para nenhum dos Irmãos.
As inscrições devem ser feitas através do e-mail ritualistica@goba.org.br, com o nosso Grande Secretário de Cultura, Liturgia e Orientação Ritualística, Irmão Gilberto Ferreira de Almeida Júnior (75) 8210 5223 grátis, ou com o nosso Irmão Antônio Alves Rodrigues Calado, Grande Secretário de Relações Exteriores, fone (71) 9963 9999 grátis e e-mail antoniocalado@globo.com

Fraternalmente,

Gilberto Lima da Silva
Grão Mestre - GOBA

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

IMPRENSA MAÇÔNICA

Nascimento da ABIM

Dia da imprensa maçônica no Brasil.





Corria o ano de 1991. Xico Trolha estava no Recife desde o dia 10 de novembro. Viera de Londrina na expectativa de ver as Ruínas do Senado da Câmara, O Mercado da Ribeira e as ladeiras de Olinda.
Em 1710, no dia 10 de novembro, no Senado da Câmara, falou-se de independência na Colônia. Sonhos! Bernardo Vieira de Melo que havia governado o Rio Grande do Norte, teatralizou aqueles sonhos. Deu o primeiro grito de República nas Américas. Seu gesto valeu-lhe a vida. Morreu nos calabouços do Limoeiro, nas cercanias da Corte. Porém não foi em vão. “A República é filha de Olinda”, lembra o hino de Pernambuco. Xico queria ser fotografado ali, frente às ruínas. E foi.
Queria mais: sentir o aroma que vinha das flores regionais, trazido pelos ventos soprados dos bosques, onde eram escondidos os escravos, para, em algum momento, serem expostos e negociados no Mercado da Ribeira. Xico, como todos os maçons, sentia náusea, bastava lembrar da escravidão...
Certa feita, um poeta local falara para o Xico que as ladeiras de Olinda, de tão íngremes, pareciam, no topo, furar as nuvens, e, vistas do pé, mais se assemelhavam a escadas do céu. E ele, ao constatar isto, dizia-me: “Quando me indagarem sobre a Escada de Jacó, vou responder que lembra as ladeiras de Olinda que esbarram na porta do céu”.
Dia 11 de novembro, já estávamos reunidos no Recife: Xico Trolha, Carlos Pacheco e Castellani. Eles eram meus convidados. Eu, proustianamente inspirado, estava “à procura do tempo perdido” com referência à aprendizagem maçônica. E aqueles irmãos e amigos sabiam muito e sempre se prontificaram a me indicar os caminhos, não “os de Suwam”, mas os da arte real.
Tínhamos um projeto comum. Insistir na união dos irmãos, pois é nesse estado, que “acontecem o bom e o suave”. Para a consecução desse objetivo, sabíamos da espessura dos muros que haveriam de ser demolidos. Mas não importava o esforço, por maior que fosse. Importante mesmo e gratificante era antever a cadeia de união resultante e proporcionada pelas pontes construídas.
Veio então a ideia de se iniciar esse trabalho, gerando-se uma associação dos produtores de notícias dos feitos da Ordem. Unanimidade! Não só produzir, mas divulgar e, nessa atividade, estimular o acompanhamento do progresso na arte da comunicação. Eram 12 de novembro, data que não nos pareceu propícia ao evento de anunciação do nascimento de uma associação do porte daquela que vinha de ser fundada. Pois em 12 de novembro de 1823, militares armados cercaram o prédio, onde estavam reunidos os Deputados que elaboravam, no Rio de Janeiro, a 1º carta magna de nossa Nação, e por decisão de S.M.I. ficava dissolvida a Constituinte. Data de tristes lembranças...!
 Dia 13 de novembro de 1991, no Templo da Loja Maçônica “10 de Novembro de 1710”, a 33 metros das ruínas do Senado da Câmara, em Olinda, pelas 20 horas, com o ocidente e o oriente completamente preenchidos por irmãos maçons, foi anunciada a fundação e instalação da Associação Brasileira da Imprensa Maçônica – ABIM.
São decorridos 20 anos, tendo a ABIM cumprido seus objetivos. Associados em todos os recantos do Brasil e de todas as Potências Maçônicas. Revistas modernas, editoradas nos padrões tecnológicos mais avançados. Boletins e jornais produzidos em grau de excelência. Encontro nacional de seus dirigentes, todo ano, renovando os ideais na exaltação à cultura maçônica.
Cumprimentamos todos os associados da ABIM, com a mesma certeza com que James Anderson compilou as Constituições – “a Maçonaria é um centro de união”.
Xico Trolha e Castellani, rogai por nós!
Salve 13 de novembro, dia nacional da imprensa maçônica!

Por Ir.•. Antônio do Carmo Ferreira.
Presidente da Associação Brasileira da Imprensa Maçônica – ABIM. Recife – Pernambuco.

ARTIGO

O sigilo maçônico


A definição de Maçonaria é bastante clara, tanto quanto o é seu sistema administrativo e a respeito disso nunca houve sigilo algum. Além do mais a localização das sedes dos grandes orientes e das grandes lojas, bem como dos templos e das sedes das lojas, sempre foram publicamente conhecidos e inclusive identificados por símbolos em suas fachadas. A maioria tem na atualidade seus nomes e endereços nas listas telefônicas oficiais, que são também reproduzidos nos envelopes e nos papéis de correspondência. Os estatutos das lojas e as constituições dos grão-mestrados são publicados nos diários oficiais e constam dos registros públicos.
Em época alguma, mesmo nos tempos dos maçons operativos, foi a realização de reuniões maçônicas ocultada ao público, pois a todos os interessados sempre foi fácil saber onde e quando os maçons se reuniam e, na maior parte das vezes, saber quem eram os que se reuniam. Sob este aspecto ficaria melhor se a chamássemos de sociedade discreta, e não sociedade secreta.
Vemos que o "segredo maçônico" em época alguma teve a intenção de encobrir tramas cavilosas ou atividades ilegais. O segredo é mantido na Maçonaria Moderna como elemento de união entre os irmãos, pois sabe-se quando pessoas compartilham um segredo, qualquer que seja a sua natureza, cria-se entre elas um forte vínculo.
Manter sigilo a respeito de atividades institucionais não parece ser algo abominável. A eleição do papa da Igreja Católica, por exemplo, é feita sob o sigilo tão rigoroso que as próprias portas do recinto eleitoral são lacradas pela parte externa, para que nenhum participante possa comunicar-se com alguém do exterior, e vice-versa. Há também o inviolável sigilo da confissão. A opção pelo sigilo, desde que não se preste à ocultação de ilegalidades, é um direito de cada instituição.
Criticar os segredos de outras instituições sem demonstrar que eles ocultam ilegalidades é, de qualquer forma, uma intromissão indevida e antiética.
O Sigilo é, senão o mais importante, pelo menos um dos conceitos mais atacados pelos opositores da Maçonaria.
Assim é que a adjetivação usada pelos inimigos da Maçonaria, rotulando-a de religião ou organização secreta, objetiva impactar os sentimentos, as emoções do grande público incauto, transmitindo-lhe sempre o sentido "negro" do ocultismo.
Ao contrario de nossa Sublime Ordem, as organizações secretas operam na clandestinidade, na ilegalidade, sem paradeiros, sem endereços, em locais "subterrâneos", desconhecidos e não sabidos. E mais, reúnem-se com fins escusos.
Dizer-se que a Maçonaria é uma organização secreta, dentro desse conceito ocultista usado pelos seus detratores que sofismam na sua argumentação é realmente mera especulação.
Como pode ser secreta uma organização que promove solenidades "brancas", trazendo para os seus templos autoridades dos três poderes do governo, como convidados ou como palestrantes e, até mesmo, como homenageados?
Como pode ser secreta uma organização que não tem um poder central, como as praticadas por àquelas marginais e herméticas e por muitas organizações religiosas, inclusive as suas inimigas?
A Maçonaria tem sim os seus segredos, não há o que negar. Mas longe está de ser uma organização secreta.
Não seria demais citarmos que o próprio Jesus Cristo, o nosso amantíssimo Redentor, no seu ministério aqui na terra usava nos seus ensinamentos ao povo e aos discípulos, respectivamente. Quando falava aos discípulos, pedia-lhes sigilo daquilo que ensinava. Entre tantas citações que se encontram na Bíblia a esse respeito, vale mencionar pelo menos a que se encontra em Mt. 17: 9, a qual registra as palavras de Jesus a Pedro, Tiago e João, depois da transfiguração: 9 Enquanto desciam do monte, Jesus lhes ordenou: A ninguém conteis a visão, até que o Filho do homem seja ressuscitado dentre os mortos.
O cuidado de preservar os nossos segredos, o nosso sigilo, é muito importante e deve merecer de todos Irmãos uma grande e firme atenção, para assegurar à nossa Sublime Ordem uma eficiente, tranqüilizadora e cada vez maior segurança. Isso é parte indispensável do comportamento maçônico. Como no caso da oração, devemos estar sempre alertas, para preservar o "sigilo maçônico".

Por Ir.•.  Leandro Alves Coelho

M.•. M.•. da Augusta e Respeitável Loja Simbólica Areópago Itabunense.